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Necromancer

Varethis nasceu na Casa Zau’Mor, em Menzoberranzan, promissor demais para o próprio bem. Desde criança, um fragmento arcano netheriano — acidentalmente ligado à sua alma — despertou nele um talento anormal para necromancia. As sacerdotisas de Lolth perceberam esse potencial e passaram a temê-lo mais do que celebrá-lo.

A sua vida mudou quando uma praga atingiu parte da casa. Entre as vítimas estava a sua única verdadeira ligação: seu companheiro fiel (amigo, irmão ou aliado, conforme a escolha). As sacerdotisas decidiram sacrificar os doentes em nome de Lolth, e Varethis assistiu impotente à morte daquela pessoa.

Movido por desespero e revolta, ele tentou um ritual necromântico proibido usando um grimório antigo que, misteriosamente, parecia “chamar” por ele. O ritual funcionou — seu companheiro voltou à vida, mas alterado, preso entre o mundo dos vivos e o toque da morte. Esse sucesso maldito arrancou a última parte de fé que Varethis ainda tinha.

Durante o julgamento por heresia, quando Lolth deveria decidir o seu destino, a deusa simplesmente o abandonou. Não por desprezo… mas porque uma força mais antiga e mais profunda já o reclamara antes.
A partir desse momento, Varethis abraçou a verdade:

Deuses não são absolutos; morte não é definitiva; tudo pode ser reescrito.

Ele fugiu para a superfície guiado por sussurros do grimório — e caiu direto no ataque do Nautiloide. O parasita ceremórfico dentro de sua cabeça não o aterrorizou: intrigou. Para ele, o tadpole é uma peça de um quebra-cabeça maior, conectado à arte netheriana de manipular almas.

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